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Perguntas e Respostas
Publicado em 13/4/2012 por Renata Silva

No sentido tradicional a grande maioria dos peixes não tem pulmões. E todos os peixes têm guelras. Contudo, estas têm outras funções, que não apenas para respirar.

Existem peixes ósseos (teleósteos) que são os mais comuns e que todos conhecemos: como as sardinhas, os robalos, os peixes-zebra entre outros. Estes usam as brânquias (guelras) para respirar debaixo de água. Muitas das funções que são feitas na maioria dos animais pelo rim, nos peixes são feitas pelas guelras, que contribuem também para o balanço iónico. Mas, na verdade, existem alguns peixes ósseos, como por exemplo o Bichir, que, sendo muito primitivo, também tem um pulmão. 

Outro tipo de peixes, os peixes pulmonados que existem na África, América do Sul ou na Austrália, respiram também através de um pulmão, homólogo ao nosso. Esta espécie está, em termos evolutivos, imediatamente antes dos anfíbios. Eles têm um pulmão ou dois, dependendo da espécie, e têm de vir à superfície para respirar.

O mais curioso é que, dentro dos peixes ósseos, desenvolveram-se variadas adaptações em alternativa, quer ao pulmão, quer às guelras. Por exemplo, existe um peixe na Amazónia, chamado Pirarucu (Arapaima gigas) que, quando pequeno, tem guelras para respirar o oxigénio que é dissolvido na água. Quando cresce, continua a ter as brânquias, mas não para respirar. Usa as guelras para funções que são normalmente desempenhadas pelo rim na maioria dos animais. Se o peixe não tiver acesso ao ar, ele afoga. Tal como nós, precisa de respirar ar.

Estes peixes têm uma forma especial de respirar. Respiram através de uma bexiga natatória modificada, que funciona como se de um pulmão se tratasse. Falamos de uma estratégia de sobrevivência destes peixes que acumulam ar neste órgão. Este tipo de peixe evoluiu e desenvolve-se em locais onde há pouco oxigénio na água, devido à existência de muitas plantas que o absorvem durante a noite.

Sempre que há um ambiente aquático onde há pouco oxigénio na água, as espécies que lá vivem desenvolvem adaptações que alteram o modo clássico de respiração de um peixe ósseo e passam a respirar pelo intestino, pelo estômago, pela boca, para resolver um problema que é o do acesso ao oxigénio. A enguia, por exemplo, utiliza a própria pele para respirar.

Consultores Científicos: Filipe Castro e Jonathan Wilson do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR)

Foto: Pergunta colocada na Mostra UP 2012

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