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Publicado em 3/12/2014 por Renata Silva

Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) vão hoje mostrar as vantagens do medronho para a saúde a um conjunto de produtores nacionais. A exposição que ocorre na instituição tem por objetivo colocar este fruto habitualmente usado para licor e aguardente, na roda dos alimentos portuguesa.

Ou consumido fresco ou implementado noutros produtos, os cientistas pretendem ver os consumidores portugueses a aproveitar a produção deste fruto a nível nacional. Como principais atributos deste alimento assinalam a capacidade de evitar os radicais livres responsáveis por doenças como o cancro, controlar os níveis de colesterol e melhorar a saúde da pele e dos ossos.

"A nossa dieta deve ser idealmente variada e deve ter um conjunto de nutrientes que sejam promotores de saúde e foram estes nutrientes que encontramos no medronho", explica ao Ciência 2.0 Sílvia Rocha, uma das autoras da investigação. Em conjunto com Armando Silvestre, do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO) e a aluna de mestrado Daniela Fonseca, realizou a caracterização química deste fruto. Em destaque está a presença de ácidos gordos insaturados, como ómega 3 e 6, fitoesteróis e triterpenóides, que têm uma importante função biológica.

"O medronho é um produto endógeno e que existe em quase todo o país. Mas não o podemos comprar numa frutaria", diz a investigadora. "Não dizemos que o licor ou a aguardente não tenham as suas vantagens, mas não são acessíveis a todos", acrescenta.

O teor alcoólico do medronho, quando maduro, é uma das características pelas quais é conhecido. Este aspeto foi também alvo do trabalho dos investigadores que perceberam qual a melhor altura para o fruto ser colhido, sem que tenha um teor alcoólico significativo. "Há períodos em que o estado de maturação é mais precoce e assim essa questão pode ser contornada". Sílvia Rocha adianta ainda que a informação vai ser passada aos produtores, com vista a poder integrar este fruto, fresco, no mercado.

Os investigadores estão a trabalhar no isolamento de determinados compostos funcionais de que é constituído o medronho para incorporação em vários alimentos.

A polpa deste fruto já foi entretanto incorporada pela equipa da UA em vários alimentos comuns como biscoitos, barras energéticas ou bombons, produtos que vão hoje ser dados a conhecer na universidade.

Foto: flickr/Daniel

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