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© Jorge Palmeirim
Artigo
Publicado em 21/5/2012 por Renata Silva

A propósito do Ano do Morcego 2011-2012, o Ciência 2.0 publica um conjunto de artigos sobre estes curiosos animais. Este é o segundo artigo publicado, sobre a vida destes mamíferos. 

Comecemos pelo verão. Em Portugal, a maioria dos morcegos é insetívoro e, portanto, nesta época, há abundância de alimento. É um período de caça em que estes mamíferos procuram alimentar-se o suficiente e aumentar as suas reservas para a época da hibernação.

Segue-se o outono, altura em que acontece a reprodução, realizando-se o acasalamento entre os morcegos. “A fêmea guarda o sémen durante a hibernação e só na primavera, quando retoma a atividade, é que ocorre a fecundação, porque nessa altura há condições propícias para o desenvolvimento da cria - calor e alimento”, explica ao Ciência 2.0, a bióloga Rita Rocha. 

Hibernação

E o que acontece no inverno? Dá-se a hibernação, pois é uma altura em que há falta de alimento. A época em que os morcegos hibernam está compreendida entre os meses de novembro e março, com uma maior incidência entre dezembro e fevereiro. “Trata-se de uma estratégia adaptativa para eles estarem em letargia nos períodos mais adversos”, refere a especialista.

A vida dos morcegos é assim sincronizada de acordo com as condições ambientais e, por isso, é também nesta altura que procuram abrigos diversos, como grutas, casas, minas e outros subterrâneos, para poderem hibernar.

Quando as temperaturas são muito baixas, os morcegos acabam por poupar a energia que têm, parando metabolicamente e agrupando-se. [ver vídeo] “Os morcegos agrupam-se essencialmente nas alturas de criação (desenvolvimento das crias) ou nas alturas de hibernação. É nestes períodos que é extremamente perigoso quando há perturbação de abrigos, pois as colónias estão inativas e mais fragilizadas”, explica Rita Rocha. “Se os abrigos são perturbados, acabamos por perturbar várias colónias em simultâneo”, alerta.

A fecundação e cuidados da progenitora

É na primavera que ocorre a fecundação. “As crias levam mais ou menos dois meses a desenvolver-se”. 

De acordo com a bióloga Raquel Gaspar, da Associação Viver a Ciência, cada fêmea de morcego dá a luz a apenas uma cria e pode reproduzir-se muitas vezes ao longo da vida, pois estes animais podem durar até 30 anos.

Como mamíferos que são, as crias alimentam-se do leite das progenitoras durante cerca de seis semanas. 

A fêmea continua a alimentar-se e por isso sai do abrigo para caçar. Para isso, e porque pode ser um risco para a progenitora voar com a sua cria, esta é deixada no abrigo, protegida dos predadores. É o que acontece com a maioria das espécies de morcegos. "O instinto maternal permite o reconhecimento da cria através das vocalizações e do cheiro", descreve a bióloga. 

 

Foto: Jorge Palmeirim

(Morcegos de peluxe - Miniopterus schreibersii)

 

Este artigo deu origem a uma pergunta no quiz de ciência LabQuiz, um divertido jogo desenvolvido pelo Ciência 2.0 para Android e iOS.
Disponível na Google Play:
https://play.google.com/store/apps/details?id=air.ciencia20.up.pt.quiz

Disponível no iTunes:

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